2020

Exposição Colectiva CADA CANTO CADA CONTO

Reúne artistas, arquitectos e designers - entre eles, ana+betânia, Cosma, Catarina Croft, Marcel Dzama, Filipe Marinheiro, Carlos Mota, Marta Pombo, Emmanuelle Roule, José Sottomayor, Elisa Uberti, Kaja Upelj, Zieta - interpretando nas várias linguagens abordadas as diversas facetas do lugar casa.

 

A casa teve sempre uma multiplicidade de significados que vão muito além da ideia de um lugar físico.

Pensando em casa, não nos vêm à cabeça apenas paredes, portas, telhados e janelas, mas também cores, rostos, cheiros, sensações e emoções.

Na língua inglesa, há duas palavras para indicar casa: house e home. House indica um edifício, uma construção física, um lugar para habitar. Enquanto que home se refere a um ambiente familiar, a uma intimidade - um lugar emocional e não físico.

A casa é, antes de mais, a primeira experiência de limite, determina um interior e um exterior, que podem ser mais ou menos rígidos. É o lugar onde a pessoa se começa definir, onde se sente segura e contida. A casa é portanto segura, é uma expressão de si mesma, mas é também um espaço de vida, para habitar a solo ou para aprender a compartilhar.

Antes de ser um lugar, uma casa é um espaço que carregamos dentro de nós. Uma forma que vive em nossos corações desde tempos imemoriais. A casa é um corpo ideal que nos contém e nos acolhe, nos manifesta e nos protege. A casa é um lugar real que amamos e odiamos quotidianamente, suspenso entre proteção e aventura, reconhecimento e liberdade. A casa é uma forma de desejo que dorme em nossos pensamentos e se ilumina ao som de uma palavra, ao flash de um gesto.

 

ENG

Group show CADA CANTO CADA CONTO

 

Brings together artists, architects and designers - featuring works by by ana +betânia, Cosma, Catarina Croft, Marcel Dzama, Filipe Marinheiro, Carlos Mota, Marta Pombo, Emmanuelle Roule, José Sottomayor, Elisa Uberti, Kaja Upelj, Zieta - interpreting though different languages the significance of house and home.

Home has always had a multitude of meanings that go beyond the idea of a physical place. Thinking about home, not only walls, doors, windows and roofs come to mind, but also colors, faces, smells, emotions and sensations.

In English, there are two words to name the same place: house and home. House refers to a building, a physical construction, a place to inhabit. While home refers to a familiar environment, an intimacy - an emotional place, not a physical one.

Home is, first of all, the first experience of borders, it determines an interior and an exterior, that might be more or less strict. It's the place where a person starts to define themself, where they feel secure and contained. Home is therefore secure, it's an expression of itself, but is also a space of life, to inhabit solo or to learn to share.

Before being a place, a home is a space that we carry inside us. A way that lives in our hearts since immemorial times. Home is an ideal body that contains us and hosts us, manifests us and protects us. Home is a real place which we love and hate daily, suspended between protection and adventure, recognition and freedom. Home is a way of desire that sleeps in our thoughts and that lights up to the sound of a word, to the flash of a gesture.

CABANAmad - Rua da Misericordia 66 - Lisboa

Exposição Individual Liquid Time 

Em LIQUID TIME o artista apresenta um conjunto de trabalhos onde é explorada a constante mutação física do espaço, a remoção da marca física e a degradação, desafiando assim os limites do uso do meio urbano.

 

O material utilizado apenas serve como meio de transmissão da ideia onde cada pintura através de traços de tinta de spray arrojados e colagem de papel transmite uma determinada mudança, tanto física como emotiva.

 

Embora possam parecer rápidas e gestuais, na realidade todas pinturas foram derivadas de deliberação, estudo e modificação, resultando num trabalho extremamente pessoal, onde os espaços positivos e negativos interagem entre si como a presença do preto e do branco das telas, deixando o espectador livre para experimentar as emoções descritas nas telas e projectar o seu próprio significado.

 

ENG

Solo show Liquid Time

In LIQUID TIME the artist presents a set of works in which the constant physical mutation of space, the removal of the physical mark and degradation is explored, challenging the limits of the use of the urban environment.

The materials used only serve as a means of transmitting the idea where each painting through bold spray paint traces and paper collage conveys a certain change, both physical and emotional.

Although they may seem fast and gestural, in reality all paintings were derived from deliberation, study and modification, resulting in an extremely personal work, where the positive and negative spaces interact with each other as the presence of the black and white of the canvas, leaving the viewer free to experience the emotions described on the screens and project your own meaning.

ARTROOM - Pátio do Tijolo 1 - Príncipe Real - Lisboa